EJA e Paulo Freire: Educação Crítica e Emancipatória – A Educação de Jovens e Adultos (EJA) possui características próprias e exige do professor uma prática pedagógica que considere as histórias de vida, os conhecimentos construídos nas experiências
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) possui características próprias e exige do professor uma prática pedagógica que considere as histórias de vida, os conhecimentos construídos nas experiências, as condições sociais e as necessidades dos estudantes. Diferentemente de uma prática centrada apenas na transmissão de conteúdos, se faz necessário pensar a importância da formação desses estudantes numa perspectiva crítica, reflexiva e emancipatória.
Nesse sentido, Paulo Freire defende que a educação deve partir da realidade dos sujeitos, considerando que, antes mesmo da leitura da palavra, o educando realiza a leitura do mundo. A prática educativa deve possibilitar que o estudante compreenda sua realidade, desenvolva sua criticidade e seja capaz de refletir sobre ela e agir para transformá-la. Assim, a atuação docente na EJA envolve um processo contínuo de ação-reflexão-ação, no qual professor e estudante constroem conhecimentos a partir do diálogo e das experiências vivenciadas, que devem ser consideradas.
As turmas da EJA são diversificadas, reunindo estudantes de diferentes idades, trajetórias, experiências profissionais e responsabilidades familiares. Alguns podem demonstrar baixa autoestima em relação à aprendizagem enquanto outros acreditam que os conhecimentos que adquiriram ao longo da vida não possuem valor para a escola.
A partir dos estudos realizados com o material na perspectiva Freireana (educação crítica, reflexiva e emancipatória), responda as seguintes questões:
1) Que características e conhecimentos dos estudantes da EJA devem ser considerados pelo professor na construção do seu planejamento pedagógico?
2) Como o professor poderia utilizar as experiências e a realidade social dos estudantes como ponto de partida para o processo de ensino e aprendizagem, relacionando a “leitura de mundo” à “leitura da palavra” proposta por Paulo Freire?
3) Considerando o conceito de ação-reflexão-ação, como você avaliaria a própria prática docente diante de uma situação em que os estudantes apresentam dificuldades, desinteresse ou baixa participação nas atividades? Que mudanças você faria em sua prática a partir dessa reflexão?
ATIVIDADE 1 – PED – COMPETÊNCIAS DOCENTES PARA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – 54_2026
Primeiramente, o professor considera experiências e necessidades dos estudantes da EJA. Além disso, valoriza seus conhecimentos e realidades sociais. Nesse sentido, relaciona vivências aos conteúdos trabalhados. Assim, promove aprendizagem significativa, contextualizada e crítica.
Por outro lado, o professor reflete e busca novas estratégias. Por fim, a ação-reflexão-ação fortalece diálogo e participação. Portanto, adapta atividades às necessidades da turma. Dessa forma, estimula os estudantes a expressarem perspectivas. Por fim, fortalece autonomia e atuação consciente. Além disso, valoriza diferentes saberes e amplia aprendizagens. Desse modo, fortalece a autonomia na realidade dos estudantes. Ademais, promove respeito às diferentes trajetórias dos estudantes. Nesse sentido, fortalece o diálogo entre professor e turma. Assim, contribui para uma formação mais participativa e transformadora.
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EJA e Paulo Freire: Educação Crítica e Emancipatória

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